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Bitri

Bitri

A 20ª

Mais uma Supertaça. Não é que seja uma competição de extrema importância (pelo menos para mim) mas não deixa de ser uma vitória numa competição. Quanto ao jogo propriamente dito, gostei, sinceramente gostei. Vi uma equipa a ter momentos muito bons de futebol. Pressão alta, boas trocas de bolas, futebol rápido, domínio absoluto do adversário. Gostei da estreia do Licá, mostrou que pode ser muito útil numa posição que o nosso clube está deficitário, além de ser jovem, português, é fanático pelo FC Porto o que é muito bom para manter a nossa mistica. Vi um Lucho muito diferente (para melhor) em relação à época passada, um Fucile "repescado" em boa hora, um Jakson com a eficácia habitual, uma defesa intransponível, em suma, um jogo muito bom mesmo para esta altura da época. 

Uma nota final para o V. Guimarães, uma equipa lutadora, sem nunca virar a cara à luta e com uma massa associativa fantástica, serviu para abrilhantar ainda mais o jogo. Muito bom mesmo.

 

branco mais branco não há

Desde a tentativa de fazer crer que Sócrates e os socialistas nada tinham a ver com a bancarrota do país que nunca se tinha visto tamanha campanha de branqueamento, algo que seguramente escapou aos especialistas de marketing da Xau, a tal que supostamente lavava mais branco. Jesus lava mais branco. O Benfica lava muito mais branco. Os portugueses, pelo menos quatro milhões, viram as imagens nas televisões. Pois Luís Filipe Vieira (de quem se diz fazer parte dos 4, e não dos 6 milhões, ainda que os presida) disse que não viu qualquer agressão. Terá ido, ele sim, ao quarto de banho. Na altura e sempre que as imagens passaram nas televisões, mesmo que gentilmente (e cada vez mais) censuradas. Espero que melhore rapidamente. Vai daí acreditou nas declarações do seu parceiro: não se teria apercebido ele de que lutava violentamente com polícias, pensando que eram meros seguranças (sem perceberem ambos a gravidade de tal afirmação). Murros na cara dos polícias, catanadas violentas nos braços dos agentes das autoridades, tentando impedir uma detenção legítima pelas forças policiais, algo que com qualquer outra pessoa neste país implicaria o direito constitucional de apanhar umas valentes bastonadas dos agentes da autoridade e a oferta de uma dormida grátis numa cela prisional com o seu Djalmão como terapia, para ver se lhe passava o nervoso miudinho de querer salvar aquele miúdo nervoso que tinha invadido o campo desportivo. Todos vimos, menos o personagem principal e o seu presidente. E os seis milhões. Disse ainda o homem que apenas pretendia «serenar os ânimos», no que podemos acreditar piamente vendo as imagens da televisão: não há nada melhor para serenar os ânimos do que desferir uma carga de porrada no próximo. Muitos cônjuges dizem que, depois, ele/ela acalma-se e fica tudo bem. Partir serviços de louça oferecidos pela sogra também é muito recomendado. Eu próprio já fiz em migalhas um comando de televisão, pouco antes do Kelvin ter marcado, mas ainda hoje choro não poder ter visto logo as repetições. Mais tarde saciei-me, é certo, vendo e revendo o ajoelhado ao som de um estádio imenso a gritar “Portôooo!”. O Presidente da agremiação veio entretanto acrescentar que os polícias se excederam, que aquilo era uma invasão pacífica, queixando-se até que o seu treinador perdeu a voz e o relógio. Julgo que pretende a realização de um pequeno inquérito individual prévio a qualquer invasão de campo: “o senhor adepto vai invadir o campo pacificamente ou é para arranjar confusão?” seria talvez a pergunta indicada e as invasões seriam mais ordeiras. No meio desta novela apareceu (aparece sempre) um idiota útil que se queixa de uma suposta agressão, que ninguém ao lado, atrás ou à frente viu ou assistiu (nem mesmo quem o convidou para o camarote do Estoril), apenas para afastar as atenções e criar ruído. Não percebi se se queixa de o terem chamado de “meiínhas de lã” ou de lhe puxaram os cabelos, talvez um piparote na orelha esquerda, mas a alegada agressão não foi seguramente o suposto murro de que se queixa, pois da pessoa em causa teria ido parar à bancada oposta do recinto, não tenho a menor dúvida. Certo é que um pequeno arrufo num camarote dificilmente é comparável com a batalha campal que vimos na televisão com o treinador de que falava. Vejo no Correio da Manhã que Cardozo se disponibiliza para defender Jesus. É justo. Pois se tentaram defender que Cardozo nunca agrediu Jesus, aquando do Guimarães, não obstante as imagens e a realidade, Cardozo está perfeitamente à vontade para jurar que Jesus nunca agrediu os polícias, em Guimarães, não obstante as imagens e a realidade. Se comeram da primeira vez, por que não irão comer da segunda? Ou terceira, quase que me esquecia da festinha de Luisão ao árbitro... Julgo que teremos de ir todos ao oftalmologista e esquecer de uma vez por todas que o céu é azul: é vermelho! Nós é que não vemos bem a coisa… Mais grave é o que vi no jornal Público. Tem na página 47 do dia 25 de Setembro todo o espaço destinado a defender a posição avermelhada. Em caixa larga, vai também a posição do Provedor da Ética do Desporto (juro!), Manuel Sérgio. Terá dito esse iluminado à Rádio Renascença, dizendo-se “amigo assumido do treinador do Benfica”, com quem já teria trabalhado no «gabinete de inteligência competitiva [sic] no clube da Luz”, que “como amigo” não se devia calar e que a situação não tinha relevância penal (que sabe ele?!?). Jesus era “quixotescamente generoso”… Pois será. Inventará moínhos e porá milhões a sonhar irrealidades e conquistas fantasiosas: o problema é saber se isso lhe permitirá violar a lei e agredir as forças policiais, que não são criações de Cervantes, antes pessoas que nos devem proteger dos arruaceiros.

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